Simone de Beauvoir por Art Shay

A nudez de um icone feminista. Veja a materia publicada no Le Nouveua Observateur

Uma mulher nua seria menos perigosa do que é uma saia habilmente exibida, que cobre tudo e, ao mesmo tempo, deixa tudo à vista.

Balzac em "Os Segredos da Princesa de Cardigan"

Conto da anjinha: Agucei! (continuação)

(...)
Senti-me totalmente dominada por ele, nunca tinha tido ninguém dizendo o que fazer, mandando, eu sempre fui independente e resolvi minhas coisas sozinha, mas me senti ainda mais excitada com sua forma gentil mas autoritária de falar.
Era um vestido de alça em seda azul claro solto e por baixo um vestido tipo coton curto e bem justo ao corpo. Para prová-lo tive que retirar meu soutien e senti meus desejos aumentarem quando meus mamilos endureceram, o toque do vestido sobre minha pela me excitava tanto que vazei.
Nesse momento a vendedora disse,
- Ele mandou essa sandália e esse colar é para vir mostrar o conjunto.
Vazei de vez me imaginei saindo vestida daquele jeito e aparecer para aquele homem que apesar de só saber seu 1º nome era todo meu desejo. Criei coragem, como meu cabelo e enrolado e estava calor pedi a vendedora uma caneta e prendi-o deixando meu colo e nuca bem a mostra, na verdade eu já estava tão excitada que adoraria vê-lo estufar ao me ver e resolvi provocar.
Senti meus mamilos endurecerem novamente.
Andreia olhou-me e disse,
- Sandra você está linda.
Lúcia por sua vez chegou bem perto e murmurou,
- Não me leve a mal, mas você ficou muito gostosa.
Olhei-a espantada, a com um sorriso ela saiu, olhei para o Luiz esperando sua aprovação, me olhando de cima a baixo mandou que virasse e disse a vendedora,
- É esse.
Trocamos-nos ele pagou tudo, e na volta para o hotel não sabíamos como agradecer. Apenas com um sorriso safado no rosto nos disse,
- Nos vemos mais tarde.
Depois de um bom banho e estarmos quase prontas, Lúcia chamou nossa atenção dizendo que concordava com o Luiz, ninguém nos conhecia mesmo, então propôs um trato, não seriamos mais casadas durante a convenção e o que acontecesse conosco deveria e ficaria apenas entre nós.
Andréia vibrou já havia pensado nisso mas estava sem jeito de dizer e retirando sua aliança disse eu topo.
Elas me olhavam e resolvi entrar na dança afinal eu desejava muito aquele homem e nós ficaríamos livres.
Saímos e ríamos muito de nós mesmas, nos espantamos muito com a quantidade de pessoas que estavam no salão e sabíamos que não ficaríamos juntas por muito tempo, vamos lá disse Lúcia se infiltrando.
Luiz chegou para nos receber acompanhado de dois amigos André e Marcos, que imediatamente se prontificaram a fazer companhia as meninas nos deixando sozinhos. Luiz passando a mão pela minha cintura, puxo-me para bem próximo e sussurrou,
- Você está magnífica, eu realmente tenho bom gosto.
Senti meu rosto corar e ele então me beijando a face avisou:
- Não ficaremos aqui por muito tempo quero sair com você vamos a vários lugares.
Fiz menção de dizer algo, ele apertando mais minha cintura disse,
- Nós vamos.
Senti-me tão estranha, eu estava o desejando cada vez mais, ele mandava e eu nem conseguia dizer nada, quando fui ascender um cigarro, Luiz tomando-o da minha mão disse,
- Não estrague a maquiagem, quero você linda.
Fiquei ali parada sem reação ao seu lado enquanto ele recepcionava os demais participantes do congresso. Estava muito excitada, mas também confusa, estava sendo mandada e estava gostando.
Após algum tempo, Luiz pegou-me pelo braço apertando murmurou,
- Hora de irmos.
Fiz que ia falar com as meninas e me puxando com força disse,
- Vamos.
Saímos, entrei no carro o curto vestido subiu ainda mais, por sorte a seda fina disfarçava minhas pernas toda expostas no banco.
Pouco depois ele parou o carro, me puxou para si e me beijou com tanto desejo e volúpia, suas mãos já percorriam meu corpo todo, meus seios se endureceram, minha calcinha molhou eu estava pronta para me entregar aquele homem que mais parecia meu dono de tanto que me fazia sentir entregue a ele, quando suas mãos alcançaram minha coxa, forçou a abrindo minhas pernas enquanto me devorava em sua boca, deslizou sua mão e encontrou minha calcinha molhada, ensopada para ser honesta, parou olhou-me e disse,
- Ficará comigo, e a partir de agora fará tudo que eu quiser e como quiser.
Eu nessa hora já nem queria falar mais nada minha respiração demonstrava o quanto eu desejava cumprir suas ordens.
Beijando-me novamente, ordenou,
- Tire a calcinha, agora eu mando você obedece.
Tirei e ele pegando-a cheirou, lambeu e esfregou-a em meu rosto dizendo,
- É isso que vai sentir enquanto estiver comigo o cheiro do sexo, minha vagabunda.
Eu vazava tanto que imaginei molhar o banco, ele enfiou a mão na minha xana, e disse,
- Vaza vagabunda, você vai fazer muito isso hoje. Sente-se direito.
Arrumou meu vestido de forma que de fora qualquer um poderia ver que eu estava sem calcinha isso me excitou ainda mais nunca me imaginei sendo vista assim....
aiiiiii eu estava alem de mim mesma, ele passou a mão sobre meus seios que estavam duros e disse,
- É assim que os quero você será o meu troféu e quero que todos vejam o desejo em teu corpo...

Conto da Anjinha: Agucei!

Sou casada tenho hoje 47 anos e o que vou contar ocorreu quando eu tinha 38 anos. Minhas relações com meu marido eram “normais”.
Mas tenho um fogo que nossa!, por várias vezes tinha que me virar sozinha, bem, até eu conhecer o Luiz.
Ele é um empresário que conheci numa convenção, na qual fui acompanhada de duas empresárias muito bem sucedidas, aqui da cidade.
Em função da criação das duas, achei que minha viagem seria apenas de trabalho, que maravilhoso engano.
Quando chegamos à cidade da convenção, fazia muito calor, e como estamos acostumadas com clima mais ameno, não tínhamos roupas adequadas para aquele calor todo. Resultado, fomos às compras.
Andreia, uma das empresárias, é loira de cabelos curtos, olhos azuis 1.66mt seios médios e uma bundinha carnuda que ela escondia muito bem sobre as saias que usava.
Lúcia uma morena linda, 1.70mt mais para as fofinhas, 80k, seios médios não muito firmes e bunduda, já eu Sandra, tenho 1.73mt sou gordinha, 102k seios grande mas não caídos, tenho uma barriguinha até que charmosa, coxas grossas e uma bunda que considero normal.
Bem... Andamos muito e descobrimos que não encontraríamos nada parecido com o que costumávamos usar.
Voltamos ao hotel, elas subiram para tomar um banho e eu parei no bar para uma cervejinha gelada. Pedi a cerveja me sentei à mesa, acendi um cigarro e vaguei, pensando em como suportaria aquele calor, afinal seriam 4 dias.
Foi quando senti a presença de alguém, imaginei ser uma das meninas, levantei meu olhar e me deparei com um homem muito bonito, Luiz, era alto 1.80mt forte uns 95k, aparentava uns 43 anos, sorriso nos lábios e um olhar devastador.
Gelei. Luiz pediu licença e sentou-se ao meu lado, começamos aquela conversa padrão, de onde é..... depois de algum tempo ele me olhou sério e disse que eu deveria estar com muito calor, afinal eu estava muito vestida para aquela região, tremi por dentro seus olhos me penetravam e meu desejo aflorava, pela 1ª vez estava tendo um desejo enorme de trair meu marido, respondi que realmente estava quente e que uma vez que ele era organizador da convenção nos encontraríamos mais tarde e antes que ele pudesse perceber meu desejo levantei-me com desculpas para um banho.
Fui para o quarto, Andréia e Lúcia estavam bem à vontade sob o ar condicionado, não sou nenhum monumento, mas sei como usar o meu corpo fofinho, mas aquele homem havia me deixava maluca, ele era meu tipo. Ao me sentar elas me olharam e logo perguntarão o que tinha acontecido.
Contei e descobri que as duas nem eram tão santas quanto eu imaginava.
- Ele tem razão afirmou Lúcia, com esse calor não podemos aparecer para o coquetel com roupas de inverno. Sandra vai lá e descubra se ele conhece algum lugar onde possamos comprar algo mas logo que é pra hoje.
Meio atordoada ainda sai nem sabia como encontra-lo resolvi voltar no bar afinal se ele era um dos organizadores alguém deveria conhecê-lo mas na verdade nem foi preciso ao entrar no bar o vi sentado na mesma mesa..... aiiiiii, fiquei apavorada mas muito excitada..... cheguei e me sentei explique a ele o que estava acontecendo, senti meu desejo aumentar quando sorrindo disse que nos levaria, interfone para que elas descessem.
Nesse momento como qualquer mulher em conquista, fiquei temendo por ele as conhecer, afinal, eu era a mais alta mas a mais gordinha também.
Tremi por dentro eu o desejava muito, para vê-lo se interessar por uma delas.
Devo ter corado pois ele sorriu como se entendesse meu nervoso e me olhando, ofereceu-me um cigarro e disse você é muito bonita, e sensual, levantando-se estendeu me sua mão.
Não entendi muito mas depois descobri que já havia nos observado e seu interesse era mesmo por mim.
Depois das apresentações normais no hall do hotel nos dirigimos para o carro dele, como quem o conheceu 1º fui eu, sentei-me na frente minha saia tipo executiva aberta na lateral, deixava parte de minha coxa a mostra e bem perto do cambio, olhei sua mão e imaginei-a tocando minha coxa, meu corpo, que delírio, fiquei molhada na hora.


A conversa dentro do carro foi normal, e quando chegamos, ao descer, Luiz segurou-me pelo braço e deixando-as mais a frente disse,
- Eu vou escolher um vestido para você, posso?
eu nem conseguia respirar sentindo sua mão forte em meu braço, apenas afirmei que sim.
A loja não era grande mas muito bonita, Andreia por ser a menorzinha logo encontrou um vestido e apareceu deslumbrante para nossa aprovação. Lúcia por sua vez, olhou vários vestidos e não conseguia se identificar com nenhum, quando Luiz ao se aproximar dela disse,
- Não se esqueça que não está em sua cidade e ninguém aqui sabe como você se veste, veja este, prove.
Era um lindo vestido de crepe amarelinho com um decote maravilhoso nas costas que ressaltaria ainda mais sua bunda.
Ela se retirou para prová-lo quando Luiz disse,
- Isso serve para você também, Sandra, vá vestir este aqui.

continuo depois...

Bjs da Anja Madura.

Conto da Anjinha: apresentação

Beijos de uma Anja Madura!

Sou uma Anja madura..
Cheia de sonhos desejos e fantasias, mas no entanto cheia de realizações...
Com momentos de muito prazer e de realizações.
Uma mulher comum com o dia-dia de todas as mulheres mas capaz de fazer de seus momentos sensuais os momentos de vivencia e de muito prazer.
Fui gorda de pele esticada....
Sou magra de pele caída mas no intimo...
Sou uma deliciosa menina que quer viver,
A façanha de ser uma Anja na vida de quem me permitir ficar!

Um anjo quando se aproxima,
Nem sempre se faz ver, sentir.
Um anjo quando vem
é pra que tenham a luz e o amor!!!

E não faz alarde de sua presença...
É assim que desejo seja minha passagem...
Sem alarde mas em completo diferencial!

A vida é um milhão de novos começos
movidos pelo desafio sempre novo de
viver e fazer todo sonho brilhar.

Aproveite este dia para desfrutar das
coisas boas que fazem você feliz e que
a sua vida seja um mar cheio de
emoções alegrias e conquistas.

Pregnant beauty by Sean Young

A gravidez e um momento magico na vida da mulher. Sean Young conseguiu, como poucos, captar a beleza e a sensualidade de gestantes.



Nos idos de 1994

Era carnaval e o presidente, Itamar "Topete" Franco, foi ao sambodromo conferir o desfile das escolas de samba no camarote da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. O outro personagem da historia, a atriz cearense radicada na Italia, Lilian Ramos. Ate ai, nada demais. Eis que, alguns fotografos que cobriam a participacao do presidente clicaram a donzela de um angulo que revelou um segredinho que passaria desapercebido...

A fotografia deu o que falar.

Novamente a celulite

Um colega me escreveu comentando o post anterior. Falava que exagerei nos argumentos e que ha sim mulheres que nao tem celulite e apontou a "musa" Juliana Paes como exemplo.

De fato, Juliana Paes e uma bela mulher. Musa, nao. Fiz uma breve pesquisa e olhe o que encontrei:


Juliana Paes

Juliana Paes [close]

Meu desejo e somente chamar a atencao para o excesso que as revistas cometem ao editar imagem e criar mitos.

Celulite: por que não?

Desconheco a origem, embora suspeite que tenha surgido como forma de mitificar algumas mulheres. Gilberto Freyre falava a respeito das mulheres ancudas, negras ou mesticas, e as comparava com as europeias, afrancesadas, moldadas pelos ditames da estetica europeia. O mito, no entanto, não se circunscreve ao Brasil. Tampouco ao dito Terceiro Mundo. Um marxista-pos moderno - acredite, ha muitos - atribuiria a sociedade de consumo.

Tolices e divagacoes a parte, fico ao lado das mulheres de carne-e-osso. E a celulite e parte dessas mulheres. Que bela mulher nao tem celulite? Coletei algumas fotos de celebridades - algumas das mais belas do showbiz internacional - a fim de desfazer esse mito. Enfim: mulheres, não se envergonhem. Homem que e homem nao se importa com celulite.


Pamela Anderson

Kate Moss

Scarlett Johansson

Elizabeth Hurley

Sharon Stone

Jennifer Lopes

Isabeli Fontana

Eva Longrina

Carta aberta a Gilberto Freyre

Caro mestre de Santo Antônio de Apipucos, o motivo desta é tão-somente te dar notícias sobre os modos de homem e, principalmente, sobre a involução das modas de mulher.

Amigo, se já temias o avanço da modinha europeizante no madrugador 1986, não te darei uma boa-nova, muito pelo contrário: a fêmea brasileira se tornou a maior consumidora de tinta loira do planeta. Sei que não és de espanto, viste de tudo nesse mundo –aqui incluído as assombrações como os pernambucaníssimos papa-figos-, mas a nossa morenidade sofre um golpe atrás do outro.

Sim, ainda vemos grandes bundas, ótimos latifúndios dorsais, mas na maioria dos casos contra a vontade das suas angustiadas proprietárias. Elas perseguem um outro corpo, um outro ideal de belezura,sonham com Giseles e outros fetiches ao melhor estilo vara-pau, bunda-seca, bundinhas que não rendem um pastel de feira.

Estás sentado, amigo? Então escutas mais esta: os cabelos encaracolados que enfeitavam as cumeeiras das nossas Sônias Bragas, lembras?, eita, estes sumiram de vez da nossa paisagem. Alisaram o mundo todo, amigo. A humanidade das fêmeas virou Vera Fischer por estas plagas.

A chapinha esquentou em todos os cocorutos, mesmo nos mais melanizados. Temos um salão de beleza a cada esquina, nos sobrados e nos mocambos, na casa-grande e na senzala.

O clareamento é a tônica.

E não tão-somente nos quesitos capilares, meu velho G.F.. Do teu livro "Modos de Homem & Modas de Mulher" (1986) para cá, tem sido uma reviravolta, um sururu na área a cada instante.

Sabes a maciez da mulher brasileira, as carnes de se apalpar em safadezas tantas? Pois bem, meu caro, todas correm a perdê-las na primeira fórmula milagrosa que encontram.

Não existem mais os corpos para os quais fomos sentimentalmente educados. Os colos macios de moças são cada vez mais raros. Tudo músculo endurecido de traveco ou de zagueiro. Não é mais nem aquela coisa assim Roberta Close, por quem nutrias uma admiração pela fartura da bunda, É só dureza. E pronto.

As cheinhas ou desapareceram ou estão meio desgostosas, isso é trágico, meu velho. Claro que molho a pena no tinteiro do exagero, mas precisamos ser panfletários para evitar a catástrofe definitiva.

Aqui me despeço, atenciosamente, mirando uma bela bunda, essa sim uma rara morena, uma jambo-girl, como diríamos em tempos de aldeias globais, uma legítima afilhada dos trópicos que passa sob a luz do final da tarde da vila Pompéia, a melhor iluminação natural, sem filtro, para se ver a cor morena.

Dove Campaign For Real Beauty


Assista ao vídeo da campanha abaixo:


Sem maquiagem; sem photoshop

A edicão de abril da revista Elle inovou ao trazer, em sua capa, modelos famosas pouco maquiadas e sem retoques de photoshop. Um sucesso editorial. No exterior, onde o mercado e mais segmentado, encontramos, com alguma facilidade, revistas eroticas em que as modelos fogem ao padrao Playboy. Sao mulheres maduras, gordinhas, donas-de-casa etc.

As produtoras brasileiras de filmes eroticos ja atentatam para esse nicho e tem lancado filmes nessa linha.


Eva Herzigova

Sophie Marceau

Monica Bellucci

A Mulher Madura - Affonso Romano de Sant'Anna


O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.

De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.

Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.

A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.

A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.

Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.

A mulher madura está pronta para algo definitivo.

Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

A Mulher Madura. Rio de Janeiro, Rocco, 1986, p.09